Compartilho com vocês a palestra proferida na
Universidade de Harvard pelo Ministro
do STF, Luís Roberto Barroso, intitulada “Ética e Jeitinho Brasileiro: por que
a gente é assim?”. Disponibilizarei abaixo o link do texto e do vídeo da palestra (só
encontrei o vídeo da palestra em inglês e sem legendas, mas disponibilizarei
caso vocês se interessem em assistir).
É uma fala bastante informal que nos oportuniza uma reflexão
sobre o famoso “jeitinho” brasileiro à luz da ética. É interessante que ele
relaciona o que sempre discutimos em nossos encontros sobre ética, sociedade e
política.
Link do texto: http://www.migalhas.com.br/arquivos/2017/4/art20170410-01.pdf##LS
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Aots67vmOL4&feature=youtu.be
Espero que gostem.
Achei o texto interessantíssimo e sim tem muito haver com a discussão da disciplina e mais ainda com o que vivemos e constatamos na realidade, lendo o texto sobre "ética e jeitinho brasileiro: por que que a gente é assim? identifiquei situações que presenciei ou ainda presencio no cotidiano, achei importante o autor fazer um resgate histórico da categoria jeitinho brasileiro demonstrando que esse jeitinho é uma construção social que vem sendo formada desde o período colonial e que apresenta-se no século XXI, achar-se mais esperto e não ter a consciência pesada quando deixa-se de tomar uma atitude ética é algo muito grave, no entanto o autor deixa claro no final do texto que se o jeitinho brasileiro é uma construção social ele é passível de mudança, sim é uma batalha mas já vencemos batalhas que em dado momento histórico era considerável invencível. Então ainda é possível mudarmos os hábitos que são corruptos e que prejudicam a vida social em nossa volta.
ResponderExcluirIvanilde, concordo com você acerca do texto ser interessante e resgatar da memória histórica do nosso país, como tudo começou, desde quando temos essa "concepção de jeitinho brasileiro". Porém, é preocupante quando percebemos que desde sempre temos entranhado na formação do nosso povo essa vergonhosa e pejorativa característica, a ponto de achar que levar vantagem sobre outrem é normal e assim desvirtuar a ética e a moral, ingredientes necessários em uma sociedade. Nossa sociedade está doente, agonizando na UTI moral e precisamos de anos de recuperação no leito dessa UTI para o povo se regenerar... Isso a longo prazo!
ExcluirSabe aquela frase: " seria triste se não fosse trágico"? fico triste pois é essa a imagem que sedimentamos ano após ano de nosso país, de nossa gente. Construímos não só um estereotipo de nossa gente, criamos uma uma piada sobre a nossa forma como nos organizamos socialmente e politicamente.
ResponderExcluirE mesmo concordando com o autor que seja possível mudar esse cenário, eu não acredito que será agora. Fico a pensar na quantidade de anos, décadas necessárias para reestruturar essa imagem fragmentada e vergonhosa do nosso país, de nossos políticos, de nossa gente.
O texto do ministro do Supremo Tribunal Federal, nos remete a questões cotidianas, fazendo-nos refletir acerca do: "Por que o outro não pode, e eu posso?, sendo que perante o Estado somos regidos por duas máximas: a legalidade e a igualdade?"
ResponderExcluirQuanto a parte histórica, acredito que poderíamos retornar um pouco mais, e perguntar-nos se quando os portugueses aqui chegaram, e começaram a realizar o escambo com os índios, trocando pedaços de espelho em Pau-brasil, não estavam tirando proveito da situação. Óbvio que a discussão levantada por Barroso, foi realizada a partir do momento em que ocorre a colonização do Brasil, no entanto, acredito que tal fato, durante a chegada dos portugueses, já marca o início de um comportamento inadequado.